Duzentos militares brasileiros embarcam para missão da ONU no Líbano

200 militares brasileiros integrarão a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL). O contingente se juntará à Força-Tarefa Marítima (FTM) da missão, criada em 2006 para ajudar na proteção dos mares libaneses. A viagem levará cinco semanas, com três paradas ao longo do trajeto – em Natal (RN), em Cabo Verde, país da costa africana, e no sul da França. Os militares servirão no Líbano por seis meses. A viagem de retorno ao Brasil levará mais cinco semanas. A fragata Independência, navio que transportará o destacamento, passou por uma preparação de seis meses para a missão.

“A Marinha do Brasil dá todo o suporte ao Comandante da Força-Tarefa Marítima (FTM), contribuindo para que as tarefas inerentes à missão sejam cumpridas e, participativamente, junto aos outros seis navios, no patrulhamento diário”, disse o capitão de fragata Marcelo Lancellotti, comandante da fragata Independência.

A Força-Tarefa Marítima, na qual o contingente irá se juntar, tem como objetivo ajudar a marinha libanesa no monitoramento costeiro da região, prevenindo a entrada de armas e outras atividades e materiais ilícitos na área.

Desde 2011, as atividades da FTM são comandadas pela Marinha do Brasil. Hoje, as operações contam com a participação de navios de outros cinco países, além do Brasil: Alemanha, Grécia, Turquia, Indonésia e Bangladesh.

“Nós esperamos que, com esta participação, o Brasil possa fortalecer a sua parceria com a ONU, para contribuir para acabar com a guerra e para manter a paz em diferentes partes do mundo”, diz Maurizio Giuliano, diretor do Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

Somando os períodos de deslocamento aos seis meses de missão, os homens ficarão cerca de nove meses longe de casa. As dificuldades inerentes às atividades desempenhadas pela UNIFIL são aumentadas pelas saudades das famílias e dos amigos que ficaram no Brasil.

“A profissão requer sacrifícios, é bem difícil o momento da partida. Esse sentimento faz parte da gente e é bom. É bom porque dá um desejo maior de voltar com saúde e com segurança”, disse o tenente Rodrigo Pestana, primeiro-tenente da fragata Independência.